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Pardon

Por: | 16:30 2 comentários
Mais uma vez recorrendo ao Wikipédia, começo um post.
"O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.

O perdão pode ser considerado simplesmente em termos dos sentimentos da pessoa que perdoa, ou em termos do relacionamento entre o que perdoa e a pessoa perdoada. É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê há muito tempo). Em outros casos, o perdão pode vir através da oferta de alguma forma de desculpa ou restituição, ou mesmo um justo pedido de perdão, dirigido ao ofendido, por acreditar que ele é capaz de perdoar.
O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.
Existem religiões que incluem disciplinas sobre a natureza do perdão, e muitas destas disciplinas fornecem uma base subjacente para as várias teorias modernas e práticas de perdão."

De acordo com isso vou opinar e comentar sobre. Bem, eu li que perdoar não é um sentimento e sim uma decisão. Perdoar é uma decisão que se toma a partir de sentimentos que você quer sentir ou não, que você decidiu não sentir ou continuar sentindo e não perdoar. Não é uma decisão fácil, nada fácil. Acontece que, na minha opinião, quem perdoa de verdade é mais evoluído espiritual e mentalmente. Eu achava que perdoar era passar por cima e continuar caminhando, mesmo sentindo raiva e não cessando esse ressentimento contra o ofensor, mas pelo visto não é isso! Católicos/cristãos muito próximos a mim, dizem que perdoar é diferente de desculpar que é diferente de esquecer. Para eles, eles perdoam diante a Deus, mas não desculpam e, sendo assim, não esquecem.

Eu acho muito interessante saber perdoar, não pelo amor ao próximo, sinceramente, desculpem-me(não que eu não tenha, aliás), mas pelo amor-próprio. Afinal, de que adianta amar o próximo mais do que a si mesmo? Isso me lembra, inclusive, que foi dito a mim que isso tem a ver com orgulho. Vejamos, o orgulho parte do princípio de nos satisfazermos com um sentimento elevado de dignidade pessoal, no sentido bom da palavra. Nessa situação, meu orgulho é de manter a dignidade, é um ato de justiça para comigo e não uma superestimação.

Enfim, também existe o auto-perdão. O auto-perdão é um bem necessário! Não vive-se bem com os outros e com o mundo se não se está bem consigo mesmo. Eu também tenho prova viva disso na minha vida e é muito simples. Temos que enxergar e lutar para evoluirmos e viver de bem conosco e com a vida. Saber discernir é essencial! 

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  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Achei interessante essa estratégia de estimular-se a perdoar em prol do amor que se sente por si mesmo!! Isso é absolutamente pertinente quando se cita Nietzsche por exemplo. O conceito de moral dele é bem interessante e sugere exatamente isso! Que nós buscamos a moral pelo sentimento de satisfação própria através de conceitos como dignidade pessoal.

    Segundo Nietzsche, Tudo o que fazemos, inclusive pelos outros, é determinado por auto-satisfação. o carinho que se oferece a um rosto também é sentido na palma da mão de quem acaricia... Isso pode soar egoísta. Mas eu acho que não.

    Interpreto como um instinto, por mais que tenha sido construído por nós mesmos ao longo de um tempo. Um instinto eficaz e importante que prova haver sim, no ser humano uma tendência para o bem.

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